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Capítulo 91, Ash-Shams (O Sol)


 


Descrição: Deus explica uma das qualidades inatas da humanidade, a capacidade de escolher entre o certo e o errado.  O fato de que há consequências para todas as nossas escolhas é demonstrado através da história do povo de Thamud.


Por Aisha Stacey (© 2019 IslamReligion.com)


 


O Sol (Ash-Shams) é o nonagésimo primeiro capítulo nos cento e quatorze capítulos do Alcorão.  Este é um dos capítulos curtos encontrados no final do Alcorão.  Aqui quase todos os versos e capítulos foram revelados em Meca, no início da missão profética de Muhammad, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele.  Neste período inicial as revelações estavam principalmente preocupadas com o estabelecimento da fé e das crenças fundamentais do Islã.  O tema central deste capítulo é a escolha entre purificação ou corrupção da alma e a nação de Thamud é usada como um exemplo de corrupção.


O título, O Sol, vem da descrição do sol no primeiro versículo.  Quando este capítulo é recitado na língua árabe, mantém rimas melódicas ao longo de seus quinze versículos.  Estes poucos versículos curtos abrangem uma grande verdade, a natureza da humanidade e suas habilidades inerentes de escolher entre o certo e o errado e decidir seu próprio destino.


Versículos 1-10 Sucesso ou fracasso

Deus jura por uma série de fenômenos celestiais.  O sol brilhante e radiante, a lua, o dia em que o esplendor do sol é revelado, e a noite que desce para cobrir a Terra.  Deus jurando por esses objetos lhes dá um significado adicional e chama a atenção para sua natureza extraordinária e a magnificência Daquele que os criou.


O juramento especifica a beleza do sol quando nasce, mas também seu efeito sobre a terra quando o dia é revelado.  Nossa familiaridade com o sol, por vezes, nos permite ignorar este magnífico fenômeno e sua beleza e função, mas este juramento nos lembra do espetáculo diário.  O coração humano há muito tempo sente um fascínio com a lua e nas noites claras de luar pode-se sentir a majestade de Deus no espaço que nos rodeia.  Quando a noite desce, é capaz de cobrir e esconder tudo e a terra está calmamente esperando o esplendor do sol para despertá-la.


O Alcorão frequentemente exorta a humanidade a ponderar e refletir sobre o universo.  E Deus continua a jurar pelo céu e como Ele o construiu, e pela terra e como Ele a estendeu.  Quando Deus jura pela construção do céu pensamos imediatamente nos céus acima de nós, mas realmente sabemos muito pouco sobre o céu e como ele foi construído.  Mesmo neste século cientificamente avançado, continuamos a querer saber o que o mantém unido, acima de nós, etéreo, mas de alguma forma sólido.  Quando Deus se refere a terra, nos lembra de que a vida neste planeta não teria sido possível se Deus não tivesse incorporado as características e as leis naturais que tornam possível todo tipo de vida.


Deus, então, jura pela alma e como Ele a equilibrou e refinou dando-lhe o conhecimento do que é certo e o que é errado.  A humanidade é uma das maravilhas mais notáveis porque Deus moldou e inspirou cada pessoa com o conhecimento da maldade e da piedade, e a capacidade de escolher entre uma e outra.  A humanidade tem a capacidade inata para determinar o seu próprio curso de ação e é, portanto, responsável por cada escolha.  Aqueles que fazem as escolhas certas serão bem sucedidos e aqueles que escolhem corromper sua alma pura fracassarão.  Deus, por sua vez, não deixa a pessoa ou alma vagando sozinha e tentando decidir o que é certo; Ele fez a mensagem clara para qualquer um que procura se beneficiar dela.


Versículos 11-15 povo de Thamud

Nestes versículos Deus usa um evento histórico para explicar melhor os versículos anteriores.  Com crueldade arrogante o povo de Thamud chamou o Profeta Saleh (que foi escolhido por Deus para entregar Sua mensagem) de mentiroso e o negaram.  Quando a pessoa mais miserável entre eles foi enviada para paralisar a camela, que tinha sido enviada por Deus como um sinal, o Profeta Saleh disse-lhes para não a prejudicarem (a camela).  Ele também lhes disse para deixarem a camela beber nos dias em que tinham sido atribuídos a ela.  O povo de Thamud o ignorou, esquartejaram a camela e depois a mataram sem pensar nas consequências de suas ações.  Como resultado da sua insolência ultrajante uma terrível calamidade se abateu sobre o povo de Thamud.  Deus os destruiu completamente.


Deus não teme as consequências do que Ele faz.  Deus não é como os reis e governantes do mundo, que, quando querem adotar alguma ação contra um povo, são obrigados a considerar quais serão as consequências de suas ações.  O poder de Deus é supremo.  A humanidade, no entanto, deve temer as consequências porque o Dia do Juízo está chegando, e cada pessoa vai responder a Deus pelas escolhas que fez.  Deus não é questionado sobre o que Ele faz, mas Seus servos certamente terão que explicar suas ações.


Este capítulo vincula a alma humana a fenômenos celestiais que experimentamos regularmente.  O sol nasce, a lua surge, o dia revela a terra em todo seu esplendor e a noite é capaz de encobrir e ocultar.  É constante e repetitivo.  As leis de Deus que determinam o fracasso ou o sucesso também são constantes.  Ele planeja sabiamente, define um tempo para tudo e um propósito para cada ação.


 


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